PALAVRA DO MESTRE:GANGORRA DA VIDA

Atualizado: Set 2


Minha palavra hoje é para os que, descendo das altitudes do bem-estar e do gozo, foram parar no fundo de uma cama de hospital.


A lágrima que hoje nos comove o peito, Irmãos, queima vossas faces e os chama à reflexão e vos mostra a via comum de todos os mortais, é a fonte redentora através da qual o Senhor tem nas mãos a única segurança do vosso destino espiritual e o meio de não vos perder de vista... na jornada dos milênios.


Ontem, talvez, não imagináveis que pudésseis também tropeçar nas mesmas pedras que levam os infelizes ao esquecimento e morte, por abandono, nos nosocômios espalhados no mundo... Ninguém na Terra possui a vacina mágica da imunidade contra o perigo comum da doença... que atinge o pobre e o rico, o preto e o branco.


Hoje tendes uma sensação nova e restauradora na vossa vida, e já podeis saber que nada somos na Terra senão reles infusórios... espíritos incipientes exercitando alpinismo nos himalaias de Deus no Universo, pobres supliciados na catênula do corpo escuro, destinados, como qualquer outro, aos míseros sete palmos finais, onde tudo acaba, inclusive o ouro falso das nossas ilusões!


Não errou quando disse o magnífico orador sacro Padre Antônio Vieira, que “Seja o primeiro cuidado do Príncipe enxugar as lágrimas, e logo haverá menos descontentamentos. (...) Mas, vindo à prática desta doutrina, vejo que me dizem, que muito fácil é dizer que se enxuguem as lágrimas de todos; mas como se hão de enxugar? Enxugar as lágrimas bom remédio é para não haver descontentamentos; mas que remédio há de haver para se enxugar as lágrimas?


Fácil remédio o que Cristo fez: inquirir a causa das lágrimas, e tirá-la. Quando Cristo apareceu à Madalena, a primeira coisa que fez foi inquirir a causa por que chorava! – Mulher, porque choras? (...) Busque-se a causa das lágrimas, e logo o remédio será fácil. Bem pudera Cristo enxugar as lágrimas de Madalena, e consolar a tristeza dos discípulos, sem lhes perguntar pela causa, pois a sabia; mas quis dar nesta ação um grande documento aos Príncipes de como haviam de proceder na cura de uma enfermidade tão dificultosa, como a de sarar descontentamentos!


Dizem as leis sagradas antigas, vindas do mistério dos Santuários milenários, que as nossas lágrimas são as mesmas que deixamos de enxugar nos outros, nossos semelhantes!


Hoje, que tendes tempo para pensar em Deus e refletir sobre tudo o que esquecestes de realizar na vida, podeis imaginar que as lágrimas no leito derramadas e a dor que agora vos punge, entre os muitos que vos são solidários na sorte dentro do hospital em que vos achais, são o esmeril redentor da vossa alma mergulhada no tumulto dos sentidos!


Eia, pois, Irmãos, que si chorais no leito dos hospitais... esperai a minha visita espiritual de solidário anônimo à vossa causa, para vos consolar no sofrimento comum!...


MESTRE YOKAANAM:., Jornal O Radical, de 26/3/1953 - d. C.




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