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A VOZ DA SAMARITANA: APENAS UM CORPO, SÓ?

Atualizado: 2 de Set de 2020


A sepultura sendo preparada. Diante de um corpo frio, parentes, amigos, vizinhos, conhecidos. Alguns choram, outros lamentam. O assunto das conversas é a morte. Uns dizem que o morto voltará no juízo final. Outros que ele virá em uma nova encarnação, para terminar a obra iniciada.


No caixão, um corpo só, de uma alma só. Entre os presentes, alguns elogiam o morto, mas há os que criticam o seu modo de viver. É momento de reflexão, meu irmão. E se fosse eu naquele caixão, e se fosse você? Como gostaríamos de ser lembrados?


Como ninguém vem com prazo de validade, pode acontecer ainda hoje, ou amanhã, quem sabe daqui a dez anos, ou dez minutos. Parece mórbido, mas é sinal de inteligência, se preparar para o amanhã. Um dia desses, não sei quando, meu corpo será adubo, e o que será feito da minha alma, esse meu eu real, que se manifesta através de um corpo, hoje velho e frágil? Terei sido capaz de amar o suficiente, para que pelo menos um amigo generoso tenha lembranças boas para dizer de mim? É hora de repensar velhas atitudes diante da vida.


Gandhi disse “Viva como se fosse morrer amanhã; aprenda como se fosse viver para sempre!” Procure aprender com as crianças, com os jovens, com os idosos. E seja fiel como o sol, as estrelas, a chuva, o vento, os animais, a natureza. Perdoe mais, releve mais, estenda a mão, seja caridoso, fraterno. Não condenes. Faça como Maria: “Escute, cale, reze e não queiras ter razão.”


Seja humilde, não vale a pena ser vaidoso ou orgulhoso. Lembre-se de que tudo vai ficar aqui. Se tens muito, dividas. Se tens pouco, dividas também: o teu tempo, teu sorriso, a tua gratidão, a tua lágrima de misericórdia. Apare as arestas, sorria mais, a alegria faz bem pra saúde.


Seja tolerante, paciente. Não faça o mal, não fale mal, não prejudique. Quando a morte chegar, que eu não descubra que não fiz jus a esta vida, que não aproveitei bem a oportunidade de ser ética, fiel aos bons princípios.


Somos responsáveis pela nossa vida, mas também pela nossa morte. Depende de como agimos, de como somos na vida, o que teremos no derradeiro momento. Podemos ter muitos amigos a se despedir e muitos amigos a nos receber, envoltos em luz ou trevas.


Depende de nós. Não depende dos outros, nem da religião que praticamos ou deixamos de praticar. É a nossa alma e Deus! É a nossa consciência e Deus! Pensemos nisso!...


Ir. Clarice Luíza de Oliveira, da MRRJ.





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